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Alergias na Primavera

Alergias na primavera: como controlar os sintomas e quando realizar testes de alergia?

Resposta rápida: A rinite alérgica polínica é uma das doenças mais prevalentes na Europa e afeta milhões de pessoas na primavera. Os sintomas — espirros, congestão nasal, comichão ocular e lacrimejo — podem ser debilitantes e impactar significativamente a qualidade de vida, o sono e o rendimento profissional. A boa notícia: com diagnóstico correto e tratamento adequado, é possível controlá-los de forma muito eficaz.

Porque é que as alergias pioram na primavera?

Durante a primavera, a concentração de pólen no ar aumenta de forma muito significativa. As principais fontes de pólen em Portugal incluem gramíneas (as mais relevantes), oliveiras, ciprestes, plátanos, bétulas e outras árvores de floração precoce. A contagem polínica varia consoante a região geográfica, as condições meteorológicas e o ano.

Em pessoas sensibilizadas, o sistema imunitário identifica erroneamente o pólen como uma ameaça e desencadeia uma resposta inflamatória mediada por IgE — libertando histamina e outros mediadores que causam os sintomas típicos. Esta reação é chamada hipersensibilidade de tipo I ou alergia imediata.

Os dias secos, ventosos e com elevada insolação concentram mais pólen no ar — ao contrário dos dias chuvosos, que o lavam. As horas de maior concentração polínica são habitualmente a manhã e o início da tarde.

Sintomas mais frequentes — rinite alérgica e conjuntivite

A rinite alérgica polínica manifesta-se tipicamente com:

  • Espirros repetidos em salva, muitas vezes logo ao acordar
  • Rinorreia aquosa (nariz a pingar) ou congestão nasal
  • Prurido nasal, palatino e faríngeo (comichão intensa)
  • Conjuntivite alérgica: olhos vermelhos, lacrimejo e fotofobia
  • Tosse seca ou irritativa por drenagem posterior (gotejamento pós-nasal)
  • Sensação de ouvidos tapados por disfunção da trompa de Eustáquio
  • Fadiga e dificuldade de concentração — frequentemente subestimadas

Em doentes com asma alérgica, a primavera pode desencadear ou agravar crises de broncospasmo, com tosse, pieira e dificuldade respiratória. A associação rinite-asma é muito frequente — estima-se que 40% dos doentes com rinite alérgica têm também asma.

Rinite alérgica vs. constipação — como distinguir?

CaracterísticaRinite alérgicaConstipação viral
InícioSazonal ou a contacto com alergénioApós contacto com vírus
Secreção nasalAquosa, incolorMucosa ou purulenta
FebreAusenteFrequente
Prurido nasal/ocularMuito intensoAusente ou ligeiro
DuraçãoDias a semanas (sazonal)5–10 dias
EspirrosEm salva, repetidosOcasionais

Quando realizar testes de alergia?

Os testes de alergia estão recomendados quando:

  • Os sintomas são persistentes, recorrentes ou intensos e impactam a qualidade de vida
  • Há necessidade de medicação regular para controlar os sintomas
  • Existe dúvida sobre o agente causador — pólen, ácaros, pelos de animais, fungos
  • Os sintomas surgem fora da época polínica ou de forma perene
  • Os sintomas não melhoram com tratamento anti-histamínico habitual
  • Está a ser ponderada imunoterapia (vacina para a alergia) — o teste é obrigatório para a sua prescrição
  • Há suspeita de alergia alimentar, a látex ou a medicamentos associada

Como são realizados os testes de alergia?

Teste cutâneo por picada (Prick Test): É o exame de primeira linha, com elevada sensibilidade e especificidade. Realiza-se no antebraço: aplicam-se pequenas gotas de extratos de alergénios padronizados na pele e faz-se uma leve picada superficial com uma lanceta. A reação — uma pápula avermelhada semelhante a uma picada de mosquito — é avaliada ao fim de 15 a 20 minutos. É um exame rápido, seguro e praticamente indolor, podendo ser realizado a partir dos 2 anos de idade.

Análises ao sangue (IgE específica — RAST/ImmunoCAP): Doseamento dos anticorpos IgE específicos para cada alergénio no sangue. Complementam o prick test em casos selecionados — quando há contraindicação ao teste cutâneo (gravidez, medicação que interfira com a reação, dermografismo), ou para confirmação de sensibilizações múltiplas.

Teste de provocação nasal ou brônquica: Reservado para casos específicos em contexto especializado — confirma a relevância clínica de uma sensibilização identificada nos testes cutâneos.

Os testes são sempre interpretados pelo alergologista em conjunto com a história clínica — um resultado positivo isolado não faz diagnóstico de alergia clínica.

Como controlar os sintomas — opções terapêuticas

Medidas de evicção: Reduzir a exposição ao pólen é o passo fundamental. Manter janelas fechadas em dias de elevada contagem polínica (especialmente de manhã), usar óculos de sol no exterior, fazer higiene nasal com soro fisiológico após exposição e monitorizar as contagens polínicas diárias disponíveis online.

Anti-histamínicos orais: De segunda geração (cetirizina, loratadina, bilastina, rupatadina) — eficazes para espirros, prurido e rinorreia aquosa. Devem ser tomados de forma regular durante a época polínica, não apenas quando os sintomas surgem.

Corticoides nasais tópicos: São o tratamento de eleição para a rinite alérgica moderada a grave. Reduzem a inflamação da mucosa nasal com eficácia superior aos anti-histamínicos para a congestão. O efeito máximo obtém-se com uso regular — idealmente iniciando 1 a 2 semanas antes do início da época polínica.

Colírios anti-histamínicos ou cromoglicato: Para controlo da conjuntivite alérgica associada.

Antagonistas dos recetores dos leucotrienos (montelucaste): Úteis na associação rinite-asma.

Imunoterapia específica (vacina para a alergia): É o único tratamento modificador da doença — atua sobre a causa e não apenas nos sintomas. Administrada de forma subcutânea (injeções) ou sublingual (gotas/comprimidos), promove tolerância ao alergénio ao longo de 3 a 5 anos de tratamento. Indicada quando os sintomas são moderados a graves e os testes confirmam a sensibilização relevante.

Gravidade da rinite alérgica — classificação ARIA

ClassificaçãoDuraçãoImpacto na qualidade de vida
Intermitente ligeira< 4 dias/semana ou < 4 semanasSem impacto significativo
Intermitente moderada/grave< 4 dias/semana ou < 4 semanasCom impacto no sono, trabalho ou lazer
Persistente ligeira≥ 4 dias/semana e ≥ 4 semanasSem impacto significativo
Persistente moderada/grave≥ 4 dias/semana e ≥ 4 semanasCom impacto no sono, trabalho ou lazer

A classificação orienta a intensidade do tratamento: as formas ligeiras podem ser controladas com anti-histamínico isolado; as formas moderadas a graves requerem corticoide nasal e eventual ponderação de imunoterapia.

Avaliação na Mondæcus Clínica Médica

Na Mondæcus Clínica Médica, em Montemor-o-Velho, a consulta de Imunoalergologia e Imunoalergologia Pediátrica permitem realizar uma avaliação clínica completa das alergias respiratórias e cutâneas, com realização de testes cutâneos por picada (prick test) no local e orientação terapêutica individualizada — incluindo prescrição de imunoterapia quando indicada.

Sofre de alergias na primavera que limitam o seu dia a dia? Agende consulta de Imunoalergologia e Imunoalergologia Pediátrica na Mondæcus — testes de alergia e plano de tratamento personalizado, com protocolo Medicare

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